Alguns acreditam que a vida é fruto de um
milagre, outros que ela é fruto da evolução. Todas essas teorias podem (tentar)
explicar o início e o final da vida, de onde viemos e para onde vamos, mas isso
nada tem a ver com o sentido da vida.
O sentido da vida são as pessoas com as
quais temos a oportunidade de nos relacionar e não os bens que conquistamos;
como tratamos aqueles que nos amam e como demonstramos amor, carinho e respeito
por aqueles que estão à nossa volta, enquanto eles ainda estão a nossa volta ou
enquanto ainda temos tempo.
Como você
trata a sua família mostra muito de quem você é: Amar seus pais e obedecê-los
mesmo não concordando com eles mostra sabedoria; ouvir todas as histórias de
seus avós pela terceira vez mesmo quando está com pressa, mostra paciência e
compaixão; fazer algo que não gosta por seu irmão ou amigos mostra que seu
interesse não está voltado para si mesmo.
Numa dessas de viver o sentido da
vida, você encontra pessoas de todas as classes, credos, cores e lugares
diferentes e o jeito como você convive com elas mostra o quanto você respeita o
diferente. Ninguém é dono da verdade! Somos apenas seres-humanos. Somos seres e
humanos ao mesmo tempo e, às vezes, isso é difícil. Tanto é que vez ou outra
alguns acabam se esquecendo de uma das duas partes.
Pode ser que seja mais
fácil caminhar com pessoas que compartilham do mesmo sentido que você mas isso
não te impede de amar, com a mesma ou com mais intensidade, aquelas que não
compartilham. Por isso, só por alguns segundos, eu quero esquecer esse negócio
de "sentido" e me focar mais no negócio de "vida".
Teremos que fazer escolhas por que a vida é
isso e, as vezes, essas escolhas nos levam para perto ou para longe, nos une ou
nos separa, nos aproxima ou nos distancia. Não se preocupe com o resultado,
preocupe-se em fazer sentido na vida das outras pessoas. Que elas olhem para
trás (ou para frente) e saibam exatamente por que você esteve/estará ali.
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